sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Da liberdade"

I

Hoje acordei a pensar que sou livre,
No meio de um mundo que já não é o meu,
Ilusão apenas que tive,
Pois este já não sou eu.

Liberdade é isto que temos?
Não, mil vezes não, vos digo,
Nós, povo, que se abstêm,
Mais não temos do que o que merecemos.

Não sou livre não,
Acredito que podia ser, um dia,
Afastando os palpites, dando um abanão,
Neste país que não sabe o que podia.



II

Duro acordar para a realidade,
Temos na mão o cravo bordado,
No entanto, a bem da verdade,
Não aproveitamos o que nos foi dado.

Roubam-nos o ar, o cheiro das flores,
O pouco que há que nos pode agradar,
Não afasta os anos das dores,
Nem o mais que há para contar.

A cada dia que passa,
O suave odor da liberdade,
É como uma faca que trespassa,
Qualquer um em tenra idade.


III

É chegada a altura de acreditar,
De sentir que este tudo é nada,
Lutar para alcançar,
Uma autonomia desejada.

Deixem-nos pensar, escrever, ser,
Alguém, forçosamente, tem que o fazer,
As correntes irão soltar-se, podem crer,
Pouco restará para quem não quiser.

Não somos um único cérebro que pensa!
Eu não penso como vós,
Nem tal almejo fazer,
Quero apenas poder ter a minha maneira de o fazer.


IV

Sento-me com meus pensamentos.
Tantas pessoas a sofrer,
Com fome, banhadas em tormentos,
É preciso deixar de gemer.

Grito hoje bem alto,
Isto não é liberdade!
Mais será, talvez, um pesadelo,
Que não deixará saudade.

Devolvam-nos os cravos,
Queremos fazer diferente com eles,
Cansámo-nos de sermos parvos,
Baixar a cabeça, acreditarmos “naqueles”.


V

Que raio de acordar eu fui ter,
Exaltar a liberdade, o deixar de sofrer,
É neste momento que almejo,
Tudo aquilo que não vejo.

Este nada que nunca foi,
Mais do que um suave vislumbre,
Uma pequena e leve parecença,
Pouco mais do que uma crença.

Ingénuos soldados ignorantes,
Não temos armas, mas sim palavras,
Nada pode ficar como dantes,
Temos que acordar enquanto é tempo.


VI

É chegada a hora!
Lutar pelo que queremos,
Respeitando aquilo que somos,
Com certeza, tudo melhora.

Sou livre quando respeito,
Toda a liberdade dos outros,
Porque, meus amigos, o desrespeito,
Não é liberdade, mas o que temos.

Levantar a cabeça neste momento,
Fraqueza não é solução,
Tenho um pressentimento,
Não tivemos revolução.


Vítor Fernandes

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Hope is all that matter

I am shooting star
An intense blue sky
I do not believe in tears
Only in the hope of love

I want to keep the love
That reigns in my heart
For everything that surronds me
Trees, rivers or birds

I believe in emotions
And beautiful songs
Fulfilling my soul
As water that flows into a river

I am the love child
Came on the wings of the stork
Hoping I can die
delighted to sensations.


Vítor Fernandes

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Já à venda o livro “Fragmentos da alma”

Hoje o sonho é real. Está feito. No entanto, não se concretizará, verdadeiramente, sem a vossa colaboração. É necessário que passe de mão em mão, de pensamento em pensamento, de mim para vocês.
O meu desafio a todos é que leiam esta obra, escrita nos intervalos da minha vida. Um mundo de sensações e emoções. Estados de alma que, por vezes, mais não são do que sonho e realidade de mão dada.
Loucura, êxtase, frenesim... a alma absorve tudo o que a rodeia e transforma os pensamentos em poemas que revelam um pouco do que não somos, mas que podemos ser.
Este é o meu primeiro livro...com toda a certeza não
será o último.
Conto convosco, espero que gostem.
Podem adquiri o livro "Fragmentos da alma" em https://www.lulu.com/commerce/index.php?fBuyContent=7756299

Vítor Fernandes

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

“Orgulho nacional”

País de navegadores,
Este nosso Portugal,
Dos amores e desamores,
Da nossa corte real.

Cantados foram os senhores,
Por nossas penas inquietas,
Nós ficámos com os penhores,
Vós ficastes com as damas funestas.

Este foi nosso passado
Hoje não temos heróis,
O nosso coração está amassado,
Só comemos caracóis.

Glória a Deus por Portugal,
Temos sol, poetas e mar,
Só precisamos afinal,
De nossa atitude mudar.

Que orgulho em ser poeta,
Pensar com a alma não faz mal,
Daí esta massa afecta
A tudo o que é racional.

Canto o sol, o mar e a terra,
As ninfas e o reino animal,
Tudo o que meu coração encerra,
É o orgulho nacional.





Vítor Fernandes