domingo, 15 de maio de 2011

"Para quê?"

Busca incessante
Do raio de luz opaco,
Claramente insignificante,
Por consequência, minúsculo e fraco
Que teima em incendiar nossos olhares.
Parar de procurar o crepúsculo,
Escondido em conchas, no mar,
É o desígnio mais importante,
Que resta a quem quer amar.
Sopro fugaz ou eterno,
Vislumbre de sorte ou azar,
É tema que rasga o pensamento,
De qualquer jovem mais sonhador.
Ser, sem deixar alguém saber,
A loucura que é não encontrar,
O que se busca sem sequer respirar,
Algo perdido que todos querem agarrar.

Procurar é nunca encontrar...


Vítor Fernandes


2009.10.06