quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lentamente surges

O sol ilumina todos os cantos
Por sereias cantados em prantos,
Na beira do adro ou no mar,
Neste ou em qualquer lugar.

Sopra o vento naquela árvore...

Feliz sorriso encantado,
Por um beijo iluminado,
No topo dos dias já passados,
Arrastando consigo todos os fados.

Cai uma folha soprada pelo vento...

Sozinha abarca todos os desejos
Libertos, sentidos ensejos,
De alma perdida na eternidade
De uma longa e bela saudade.

O vento empurra a folha no ar...

Fica. Parada no tempo fica!
Não é dor, apenas um manto que estica,
O amor de alguém resgatado,
por um prazer deveras inusitado.

A folha cai devagar...

Respirar o ar impregnado,
De sonho ou mágico momento velado,
No sentir fugaz dos minutos,
Nos corações mais enxutos.

O chão absorve o teu impacto...


Vítor F.