domingo, 20 de novembro de 2011

Sei que não sei

Não quero escrever!
Não sinto essa compulsiva vontade,
De escrever mistérios,
Relatar a saudade.
Digo adeus aos meus sonhos,
A esses versos de poeta,
Sem pensar em nada,
Sem nada ler,
Quase tão alegre que me parece que estou triste.

Esse ócio atormenta-me,
Não me posso sentar!
Assim que me sento
Logo as palavras me amarram
E se lançam vorazmente em minha pena.
Quase não sinto o que escrevo.
Se é que escrevo...
Penso nas demais vezes em que apenas debito.
A pena ou eu? Alguém sentirá.

Acho que não sinto o que escrevo...
Talvez sinta mais o que leio,
Neste eterno recreio de versos.
Será que as pessoas que os lerem gostarão?
Sentirão alguma coisa?
Não quero saber,
Sei que não sei o que quero dizer!!!
Em quase todas as palavras
Esses mistérios são apenas interpretações.



Vítor Fernandes

sábado, 19 de novembro de 2011

A tua hora

Tenho sede de ti
De dia, de noite,
A qualquer hora te procuro.
A porta do meu coração...
Reabriu!!!
Espero...
Aqui
Por ti, pacientemente,
Sem pressa alguma,
Chegarás.


Vítor Fernandes