domingo, 22 de janeiro de 2012

Deixem-me sonhar

Não me acordem deste sonho
Onde vim cair
Desprevenido.
Não mais quero acordar
Desta viagem sem dor,
Num mundo colorido.
Não sei se é real...
Sei que vejo e sinto,
Sei que quero sentir
O prazer de aqui estar.
Diz-me que posso ficar,
Ó tu que controlas os sonhos
Dos adultos,
Que entre realidade e fantasia,
Apenas vivem sonhando o que pensam ser real.
Não mais dessa sensação,
De querer e não poder,
De ter e não gostar.
Não me leves o sonho
Nem me deixes dormir!
Eu gosto é de sonhar acordado!



Vítor Fernandes

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Algo que passa

Pedra dura
Insegura
Rasga a montanha.
Asfixiante o vento,
Que sopra constante
No pensamento.
Reina a certeza,
Que algo passa,
Por ti a cada momento.
Cai por terra,
O sentimento,
De ver essa pedra
Pairar no ar!
São palmas!
Isso que se ouve
Não é silêncio,
São múrmurios
De gente que quer, mas não pode.
E a vida passa,
Enquanto a pedra cai.


Vítor Fernandes

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sombra no olhar

Palavras
Sinceras, singelas,
Poucas,
Atingem orelhas moucas
No passar dos dias.
A raiva já foi,
Grassa a vontade de parecer
Tudo o que é preciso ser.
Nem chuva nem vento,
Aqui neste convento
Só os teus olhos penetram
Em todo e qulquer momento.
Não veem, mas olham...
E que pena é!
Tanto que há para veres.
As sombras conjuram o sol,
que brilha sem sentimento.
A lua,
Essa, já não trás tormento,
Apenas a cor dos teus olhos...
Que olham, mas não veem.
E, no entanto, sentem,
Sem te convencerem,
Que basta sentir.
Tanto que há para veres,
Sem a razão...
Tudo são assuntos do coração!


Vítor Fernandes