quinta-feira, 22 de março de 2012

Não me escondo?

Não me escondo em qualquer lado
Nem atrás do sorriso que não trago
Nem no beijo que não dou.
Nada do que fui já sou
Nada do que quis não terei.
Sou poema nos lábios da sereia,
Falcão nas asas do sonho
Que persiste em teimar.
O pouco que resta para fazer,
Ninguém que o queira o pode
Reter ou até acolher
Sem enfrentar o que é.
Ser, não parecer.
Nada quero sem ter de me esconder,
Nos alçapões de amor que me acolhem.
Chamem-lhe...
Talvez fé
Ou trabalho,
Que não parece, mas é!


Vítor Fernandes

domingo, 18 de março de 2012

Nunca por aí

Nunca por aí!
Horas, dias, meses sem te ver
Com a alma presa
Por saudades de te ter,
Com a dor a desaguar em pranto,
Sem fim,
Em cada recanto
Que piso sem ti.
Anseio teu abraço
Sorriso sem cor,
No ardor das palavras,
Que, simplesmente, não te digo.
Sonho-te!
Sei que te quero,
Sei como te quero
E vou...
Corro para te ter.
Mas nunca irei por aí!


Vítor Fernandes